Em algum lugar me perdi, parte de minha essência ficou. Talvez seja por isso que as pessoas continuem fazendo questão, mas sem muito entusiasmo. Sinto no olhar delas uma saudade do que permaneceu num breve passado. A nova rotina é uma tentativa de fuga de tudo o que me afasta dos objetivos reais. Nenhuma mudança brusca chega com facilidade e a dificuldade em encarar tudo naturalmente está transparente ao ponto de me incomodar. Os de verdade andam lado a lado. Ainda não sei o que ou quem roubou a marca vontade de agitação, de fazer o círculo permanecer feliz sempre, de tédio com a monotonia e a necessidade dos meus. Me conformo com o que escolhi, mesmo me olhando no espelho e encontrando alguém um pouco diferente. Ando me estranhando e não vou reclamar quando a crítica vier pela falta do reconhecimento.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Sentimental demais
Nunca consegui entender ao certo a razão para casais tentarem continuar insistindo em erros óbvios. É estranho observar as situações sendo contrárias às teorias. A idéia de amor absoluto e eterno de extrema dependência não condiz e não pode ser válido quando na prática, as atitudes não comprovam a utopia. Não ando tendo nenhuma desilusão amorosa, muito pelo contrário, a felicidade está me abraçando. Mas é que o convívio e o afeto com a diversidade me fazem aprender com erros vizinhos. Amor tem que ser bonito, no mínimo. E bonito é quando não há desgaste nem falta de confiança, é quando há respeito e, acima de tudo amor próprio. Não adianta dependência, embora não saibamos nos controlar na hora de se entregar a quem nos - parece que - é perfeito.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
As máscaras são deles.
Entrei em conflito ao chegar perto de entender o porque de tantas mentiras. A resposta não chega, a confusão aumenta e a vontade de continuar não cessa. Acostumada a uma rotina clara e sem muros de afastamento, estive por vezes, cansada de tantas pessoas olhando para meu mundo, impondo opiniões e querendo me empurrar suas verdades. Os navegantes praticamente nos obrigam, com sua visível hipocrisia, a levantar barreiras, viver um pouco afastada, resolver só o que nos incomoda, criar uma máscara de aparente melhora e tentar transparecer, assim como eles, que tudo corre normal e nunca nada está com alguma deficiência. Me deixa nauseada ter que pensar que posso ser um deles. Apesar de querer mostrar ser forte e inventar algumas omissões, minha máscara é de brinquedo.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Tudo que é passageiro, passa
As pessoas perguntam porque eu estou distante, se algo tem acontecido ou o motivo de minha mudança repentina. Eu, sem muito o que dizer, me chateio ao lembrar de uma inconstância que me persegue e faz com que atinja as pessoas que são mais próximas de mim. Não quero entristecer ninguém, nem me magoar. Mas tudo tem acontecido tão depressa,todos têm estado tão longe e eu não aceito me acostumar com a ausência de quem sempre é presente e faz de minha rotina, diferente. Eu só quero que o tempo passe um pouco, que tudo volte ao normal e as coisas se reajustem. Eu não sei dividir pessoas nem administrá-las em grande quantidade. Tenho aproveitado quem não faz parte da rotina diária que é a maior saudade de todas as estações e talvez isso tenha corroborado para o meu breve desligamento. Amor não muda, não acaba e não deixa de existir. Isso é o que me conforta quando a tristeza de saudade insiste em me apertar.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
A continuidade e não o fim.
É como um alívio, ou um sufoco. Finalização, conclusão. Mas também um começo, ou recomeço quem sabe. Foram os melhores dias, foi o melhor ano. Tanta surpresa, a pior decepção, o melhor abraço de amizade. O melhor amor e uma mancada em uma tentativa sem explicação e frustrada (como deveria ser). Novas pessoas no barco, muitas brigas diárias e muito amor consolidado. Poucas decepções, grandes decepções, pessoas insignificantes entraram tão rápido e na mesma intensidade de tempo saíram (feliz). Um beijo roubado, um amor traçado. Uma amizade eterna e um laço desamarrado. Um diário contando tudo com seus detalhes, um medo de vistas alheias, uma recordação para os seus. Uma vida bem mais nova, quase tudo diferente, um pouco de amadurecimento e certa independência aparecendo. Concluo satisfeita e ansiosa para a continuidade do que chamam de novo.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Não confunda..
A minha insegurança, por vezes confundida pela inconstância, vai depender exclusivamente de como você encara os fatos e de como os transmite para mim. Não gosto quando fico extremamente irritante ou quando me tiram do sério com facilidade. As pequenas indiferenças me machucam profundamente e eu fico esperando um pedido de desculpa sincero e consciente. Se ele não chega, fico pensativa, sem querer conversar, mudo um pouco, mas nada que possa levar muito tempo. Daí vem a errônea mania de chamar isso de inconstância, quando na verdade tudo poderia ter sido evitado se você prestasse só um pouquinho mais atenção nos mínimos detalhes, aqueles que sempre modificam tudo.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Só o trailer, nada mais.
Não será necessário, muito menos preciso que você embarque comigo. Quero ir apenas com quem me transmite boa energia e com quem sinto sintonia. Quero ter uma viagem tranqüila, na mais pura beleza, sentir a brisa com doçura e abraçar o vento com felicidade. Palavras fracas nunca me interessaram. Anseio concluir essa aventura sem desastres. Quero olhar pra trás vendo felicidade, quero continuar empolgada e concluir com satisfação e orgulho de ter alcançado o objetivo da melhor forma possível e com as melhores pessoas. Comigo não é o filme. É só o trailer.
Assinar:
Postagens (Atom)

